Quarta, 20 de Agosto de 2008
Senador Geraldo Mesquita - PMDB / AC

Secretário Particular do Governador do Acre (1977/1979); Superintendente do Desenvolvimento de Áreas Estratégicas do Governo do Acre (1977/1979); Representante do Governo do Estado do Acre em Brasília (10/7/90 a 7/3/91); Chefe do Gabinete Civil do Governo do Estado do Acre (30/5 a 20/11/00, Procurador da Fazenda Nacional (1/06/1973). Escriturário/Secretário de Gabinete – Senado Federal (06/12/1972 a 01/05/1974).
27/06/2008 - 10h12
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Mesquita Júnior aplaude lei que pune motorista embriagado
O senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC) parabenizou o governo por sancionar a Lei 11.705/08, que impõe punições duras para quem dirigir alcoolizado, e o Congresso, por tê-la aprovado. Mesquita Júnior disse que o país está atordoado com a seqüência de mortes em acidentes de trânsito provocadas por motoristas embriagados.
- É um avanço, mas eu acho um contra-senso, quase uma hipocrisia de todos nós, o Congresso aprovar norma nesse sentido e continuar permitindo o convite, a sedução, o assédio dos fabricantes de bebida alcoólica com propaganda no rádio e na televisão brasileira - protestou.
O parlamentar espera que na próxima terça-feira (1º), quando a pauta de votações for desobstruída e for possível a votação, entre outros itens, de pedido de empréstimo do governo do Rio Grande do Sul ao Banco Mundial (Bird), também seja examinado requerimento de urgência para projeto de lei (PLS 182/03) de sua autoria que modifica a definição de bebidas alcoólicas e normatiza sua propaganda.
O senador pelo Acre também manifestou "uma grata surpresa" pela "postura educada, civilizada e democrática" demonstrada por um membro do governo Lula. Em discurso feito nesta quarta-feira (25), Mesquita Júnior havia expressado preocupação com a possibilidade de o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estar enveredando pelo caminho da manipulação de informações. Seu alerta baseou-se em artigo da jornalista Dora Kramer, publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo, em que ela analisa resultado de levantamento feito pelo Ipea sobre a redução da desigualdade de renda no país.
- Hoje pela manhã, recebi telefonema do Dr. Márcio Pochmann (presidente do Ipea), que queria marcar um encontro para conversarmos sobre o estudo. Isso não é normal neste governo. A maioria dos membros deste governo tende a essa postura de arrogância. Mas, há exceções - avaliou.
Mesquita Júnior relatou ter recebido em seu gabinete o presidente do Ipea, que lhe cedeu um documento com informações técnicas e negou qualquer tentativa de manipulação dos dados. Neste documento, acrescentou o senador, havia uma nota de rodapé explicando que, devido a uma mudança metodológica na pesquisa mensal de emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no ano de 2002, a pesquisa se restringiu ao período do governo Lula.
- Com isso, evitou-se a quebra de séries e manteve-se a homogeneidade conceitual e metodológica das informações - comentou.
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) disse, em aparte, que não esperava outra atitude de Márcio Pochmann. Ele acrescentou que o presidente do Ipea faz parte do pequeno grupo de economistas que, com responsabilidade, se preocupa muito mais em reduzir a pobreza do que em aumentar a riqueza.
O senador Wellington Salgado (PMDB-MG) afirmou que alguns membros do governo não costumam tratar bem os parlamentares, fazendo questão de assinalar que eles não foram eleitos para representar o povo. Por sua vez, o senador José Nery (PSOL-PA) comentou que o ministro da Defesa, Nelson Jobim, se dispôs a comparecer ao Senado para prestar os esclarecimentos necessários sobre questões relativas à crise aérea. Agência Senado.
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