Quarta, 08 de Outubro de 2008
04/07/2008 - 20h29
Fonte: G1
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Em uma assembléia tumultuada e que durou cerca de 40 minutos, os professores da rede estadual de ensino de São Paulo decidiram suspender a greve iniciada em 13 de junho. As aulas serão retomadas nesta segunda-feira (7).
A votação ocorreu por volta das 18h desta sexta-feira (4). Antes da definição, conselheiros do sindicato questionaram em discursos o acordo feito pela diretoria da Apeosp com a Secretaria Estadual de Educação. Em vários momentos, a direção do sindicato chegou a ser chamada de traidora por ter assinado, durante uma reunião de conciliação, a proposta que suspende o movimento até terça-feira (8).
O principal ponto de desentendimento entre os professores está no fato de o acordo ter sido fechado sem que o governo revogasse o decreto que dá novos orientações sobre as transferências de professores. Na quinta-feira (10) está prevista uma nova assembléia. Representantes da Apeoesp afirmaram que, se o prazo acordado não for cumprido, a greve será retomada.
O acordo foi fechado em reunião realizada com representantes do governo na sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo. O grupo aceitou suspender a greve mediante o compromisso do governo do estado de pagar os dias parados durante a greve, estipular um calendário de reposição das aulas e abrir negociação sobre os demais pontos da pauta de reivindicação.
De acordo com a diretoria da Apeoesp, as férias na rede estadual de ensino estavam previstas para começar no dia 15 de julho. Com a suspensão da greve, o sindicato informou que os professores retornarão às salas de aula na próxima segunda-feira (7).
Depois da votação, houve tumulto próximo ao carro de som. Vários professores que não concordaram com a decisão da assembléia chamavam o sindicato de “traidor”. Houve apenas um empurra-empurra e discussão, sem agressões físicas. Às 18h30, o grupo já havia se dispersado e policiais militares com motos circulavam pela Praça da República.
Desentendimento
Antes do início da assembléia, professores se deslocavam para o Centro para a realização da assembléia. No caminho entre a Avenida Paulista e o Centro, por volta das 15h30, professores e policiais militares tiveram um desentendimento. O tenente-coronel Paulo Telhada foi vaiado pelos professores e chamado de racista.
Patrícia Araújo
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