Sexta, 21 de Novembro de 2008
08/09/2008 - 14h48
Fonte: UAI
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O bom desempenho do candidato do PSB à Prefeitura de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, nas últimas pesquisas ainda é visto com cautela por um dos principais cabos eleitorais de sua campanha, o prefeito Fernando Pimentel (PT), para quem “ainda é cedo” para se falar na possibilidade de uma vitória em primeiro turno. Ao participar da solenidade oficial de comemoração ao Dia da Independência ontem, o petista afirmou que este último mês antes do pleito será de muito trabalho. No mesmo momento, os outros candidatos em campanha, Jô Moraes (PCdoB) e Sérgio Miranda (PDT), participaram da tradicional manifestação do Grito dos excluídos e disseram estar otimistas para a reta final da disputa.
Para Pimentel, o crescimento de Lacerda nas avaliações feitas depois do início do programa de televisão mostra que a cidade o entende como garantia da continuidade da parceria entre prefeitura e governo do estado. Em pesquisa do EM Data de agosto, Lacerda aparece com 30% das intenções de voto, contra 11% da segunda colocada, Jô Moraes. Em julho, ele tinha apenas 4%. “Não estamos de maneira nenhuma antecipando o resultado, vamos trabalhar ao longo deste mês todos os dias. Agora, tenho certeza de que a cidade já está reconhecendo aquele que é o candidato da continuidade da parceria política e vamos chegar à vitória em outubro”, afirmou Pimentel.
O prefeito também rebateu as críticas de Jô Moraes, que acusou a campanha de Lacerda de criar um clima de intimidação no eleitorado por, segundo ela, dar a entender que, se o socialista não vencer, a continuidade dos atuais projetos em andamento na cidade pode ficar comprometida. “Não tem nada disso, não vai haver paralisação de nada. O que está havendo é que a cidade reconhece claramente quem é o candidato que pode representar o trabalho que tem sido feito em BH nos últimos 10 ou 15 anos e as parcerias com os governos estadual e federal.”
VELOCIDADE
Tal idéia de continuidade, para Jô Moraes, já surtiu o efeito que poderia. Para ela, Lacerda já está chegando no seu limite e a possibilidade de levar a disputa para o segundo turno aumenta. “O candidato oficial está diminuindo sua velocidade de crescimento, o que nos assegura que teremos segundo turno. Isso ocorre porque, passado o impacto do programa de TV, as pessoas agora começam a buscar compreender mais o processo e entender que quem vai governar não é o governador nem o prefeito, mas um desconhecido da cidade”, avalia. A estratégia de Jô é intensificar o corpo-a-corpo e guardar para a última semana deste mês o reforço de seus apoiadores na campanha.
Sérgio Miranda, que também se juntou ao Grito dos excluídos, é outro que vê espaço para crescimento da campanha. Para ele, os índices de Márcio Lacerda subiram muito rápido, o que não é sólido. Nesta semana, Sérgio Miranda pretende apresentar um documento contendo três eixos de suas propostas: o BH 2030, o programa de governo e o plano para os 100 primeiros dias de mandato. O primeiro trará um plano de desenvolvimento estratégico para a capital, com ações integradas com a Região Metropolitana para os próximos 30 anos. Já o plano de governo será dividido nas áreas de programas sociais, mobilidade urbana, segurança pública e transparência e participação na gestão do orçamento da prefeitura. “Coloco claramente a necessidade de abrir o orçamento da prefeitura, que hoje é uma coisa secreta. No site da PBH você não encontra informações suficientes”, criticou.
Juliana Cipriani
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