Sábado, 11 de Outubro de 2008
20/05/2008 - 18h11
Fonte: UAI
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O governador Aécio Neves (PSDB) disse nessa segunda-feira que a aliança para a disputa da Prefeitura de Belo Horizonte unindo tucanos, petistas e o PSB será mantida mesmo que ocorra uma decisão contrária da Executiva Nacional do PT, no fim do mês. “É uma decisão que o partido deverá tomar, mas que em nada muda a nossa determinação em construir uma ampla aliança em Belo Horizonte, em favor da cidade, para que nós possamos ter avanços importantes, como esse que negociei na última semana com o presidente Lula, que foi a parceria público-privada para ampliação do metrô em Belo Horizonte”, disse Aécio.
Apesar de o comando nacional do PT já ter se posicionado contra a união com o PSDB, os diretórios do PT de Minas e de Belo Horizonte aprovaram a aliança, que pretende lançar o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Márcio Lacerda (PSB). A decisão do PT sobre a aliança será tomada no dia 26, quando a Executiva Nacional do partido se reúne para discutir coligações com partidos que não pertencem à base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão final será no dia 30, no Diretório Nacional.
O governador voltou a dizer ontem que a aliança não deve levar em consideração os partidos nem os políticos, mas a cidade. "Essa não é uma aliança de um partido, não é uma aliança desse ou daquele ator político. É uma aliança a favor da cidade. E por ser tão inovadora como é, talvez por isso, ainda não tenha sido compreendida na sua real dimensão por algumas lideranças políticas nacionais", afirmou.
Campanha
Embora seja o principal defensor da aliança em Belo Horizonte, ao lado do prefeito Fernando Pimentel (PT), Aécio disse ontem em Itacarambi, Norte de Minas – onde foi entregar casas populares a vítimas do terremoto que atingiu a cidade no fim do ano passado –, que não vai participar da campanha eleitoral nos municípios mineiros. O governador argumentou que na grande maioria dos municípios a disputa será acirrada entre aliados do Palácio da Liberdade e que interferir seria “desequilibrar a favor dessa ou daquela candidatura”.
Contudo, assinalou que poderá haver exceções. “Na grande maioria dos municípios, a disputa se dará entre os aliados do nosso governo. Sou filiado ao PSDB, mas sou governador de uma ampla aliança. Em respeito a ela, não devo ter uma presença pessoal e nem o governo em disputas que se dêem, principalmente, dentro da nossa própria base.”
As declarações do governador deverão provocar novos rumos na campanha em municípios onde as disputas são travadas entre seus aliados, que aguardam algum sinal do próprio Aécio. É o caso de Montes Claros, em que há uma disputa entre o deputado federal e ex-prefeito Jairo Ataíde e o deputado estadual Ruy Muniz para saber qual será o candidato a prefeito do DEM, que faz parte da base do governo. Ataíde tem o controle do diretório do partido na cidade. Mas Muniz diz ser ele é o melhor colocado nas pesquisas. Na semana passada, depois de circular comentários na cidade de que ele teria desistido em favor de Muniz, Ataíde divulgou uma nota, anunciando que a decisão passaria necessariamente pelo Palácio da Liberdade.
Luiz Ribeiro - Estado de Minas
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