Quarta, 08 de Outubro de 2008
05/06/2008 - 18h31
Fonte: Folha Online
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Segundo ele, a prova que os petistas jogam "no quanto pior, melhor" é que a ex-prefeita Marta Suplicy não investiu nenhum tostão furado em Metrô quando administrou São Paulo.
"O PT é contra o Metrô. Sempre foi. A prova é que a prefeita Marta Suplicy não botou um tostão furado no Metrô. E agora estão procurando criar notícia de imprensa como parte de campanha eleitoral", disse Serra.
Questionado se o PT faz de tudo para inviabilizar obras do Metrô, Serra respondeu que há "ciumeira" e que "fazem tudo para atrapalhar". "É ciumeira. Tudo o que eles puderem atrapalhar, vão atrapalhar. Sempre jogaram. Não vão mudar em São Paulo. O que eles puderem jogar no quanto pior, melhor, eles jogam fanaticamente."
As declarações de Serra acontecem depois da bancada do PT na Alesp (Assembléia Legislativa de São Paulo) acusar o Metrô de ter firmado um contrato com a multinacional Alstom sem determinar o prazo para o término e nem o valor da obra. O contrato, segundo informa o partido, foi assinado em 1994 e teve como objetivo a reforma e a ampliação de um centro de controle operacional da companhia.
Em documento do TCE (Tribunal de Contas do Estado) de São Paulo analisado pela bancada do PT, o contrato previa apenas um valor estimado, sem prazo de término definitivo, o que contrariaria a Lei de Licitações. De acordo com os petistas, o contrato teve a duração de 13 anos.
O contrato durou até dezembro de 2006 e teria custado ao Estado cerca de R$ 84 milhões. A assinatura do contrato aconteceu durante o governo Mário Covas.
O líder do PT na Assembléia, Roberto Felício, informa que vai pedir ao Metrô que realize uma auditoria na execução das obras para verificar se o prazo de 13 anos era realmente necessário para a conclusão das obras. Também pretende apurar quanto o Estado pagou efetivamente pela obra.
A bancada ainda tenta emplacar na Assembléia uma CPI para investigar possíveis irregularidades de contratos firmados entre empresas vinculadas ao Estado e a multinacional francesa. O partido informa já ter conseguido 23 das 32 assinaturas necessárias para a instauração da CPI.
A análise da documentação dos contratos da Alstom com o Metrô pelo partido deve ser concluída até a próxima segunda-feira. Os líderes do partido dizem acreditar que, caso as suspeitas de irregularidades encontradas em análises prévias dos documentos se confirmem, dificilmente a base aliada conseguirá barrar a CPI.
REGIANE SOARES
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