Sexta, 21 de Novembro de 2008
02/08/2008 - 18h11
Fonte: Folha Online
Altere o tamanho da letra: A- A+
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado que a crise internacional dos alimentos é um desafio "positivo" para o país. "Se essa crise dos alimentos é um problema para alguns, para nós é uma oportunidade extraordinária", disse ele, em discurso durante a posse da nova diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo).
Economistas atribuem a alta da inflação global ao encarecimento das commodities agrícolas em todo o planeta, bem com à disparada das cotações do barril de petróleo. A alta dos preços internacionais dos alimentos teve impacto inclusive sobre a inflação brasileira, que ameaça romper a meta estabelecida pelo governo para este ano e 2009.
Em seu discurso, o presidente afirmou que, para combater a alta dos preços, elevar a produção será a principal arma. A meta, segundo ele, é dobrar a produção da agricultura familiar até 2010.
"A palavra de ordem deste governo para combater a inflação e a crise americana é aumentar os investimentos em produção", acrescentou.
O presidente Lula admitiu que o país vive um "clima preocupante" por causa da crise econômica dos EUA, mas afirmou que o Brasil está mais preparado para enfrentar o problema. "Há 8 anos, se os Estados Unidos espirrasse, nós pegaríamos uma pneumonia", disse ele.
Após o fracasso da Rodada Doha, Lula poupou os organismos internacionais de críticas. "No G-8 [reunião dos países mais desenvolvidos do mundo], ninguém falou da crise americana. Ah, se fosse o Brasil, a Bolívia, a Venezuela e a Argentina...estava todo mundo dando palpite, dizendo que o fazer", disse ele.
FERNANDO GOMES
Os direitos autorais desta página são protegidos pela Lei 9.610 de 19/02/1998 - © Copyright 2008 VoteBrasil
Ronan Wittee
03/08/2008 - 11h43 | Porto Alegre / RS
Sabendo Esperar !!!
É preciso que se tome consciência do papel regulador que o Brasil tem a desempenhar quando o assunto for a produção de alimentos e de energias renováveis,pa
ra este momento da História.
Pouco Importam os maus resultados de Doha, onde o fracasso do "deus mercado" não resolverá a fome nem a questão ambiental.
Quem Sabe do potencial brasileiro, percebe que mais que a afoiteza, é preciso saber esperar, e não vergar a coluna ante as facilidades meramente momentâneas defendidas pelos EUA.