Sexta, 21 de Novembro de 2008
05/10/2008 - 10h50
Fonte: BBC Brasil
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“Lula navega em uma onda de popularidade e crescimento econômico e atua como um contrapeso para o líder da Venezuela, Hugo Chávez”, diz o jornal.
O jornal cita a atuação do presidente na medição de conflitos recentes, como a crise na Bolívia e a escalada de tensão entre Colômbia, Venezuela e Equador.
Apesar disso, o LA Times afirma que a habilidade de Lula como mediador pode ser testada já que região entra em um período de incertezas provocado pela “possibilidade de uma guerra civil na Bolívia, o novo governo do Paraguai, as novas alianças da Venezuela com o Irã e Rússia e a eleição de um novo presidente nos Estados Unidos”.
Chávez
A reportagem faz uma longa comparação entre o presidente brasileiro e o líder venezuelano, Hugo Chávez. Segundo o jornal, os dois “competem pelos corações e mentes dos latino-americanos contemporâneos”.
Para o diário americano, no entanto, os objetivos de Lula “transcendem” a competição com Chávez com intenções como a de incluir o Brasil no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Ao contrário de Chávez, o LA Times destaca que Lula tem um bom relacionamento com George W.Bush mas “desafia Washington quando os interesses do Brasil estão em jogo”.
Os políticos americanos, por sua vez, acreditam que Lula oferece um bem-vindo contrapeso para o discurso anti-EUA defendido por Chávez.
O LA Times destaca ainda a atuação do presidente em sua relação com o líder da Venezuela.
“Com Chávez, Lula dança um tango delicado: ele mantém relações cordiais com o vizinho rico em petróleo e um grande cliente dos bens e serviços brasileiros, enquanto se afasta da retórica incendiária da Venezuela”, diz o diário.
Popularidade
O jornal ressalta a popularidade de Lula no Brasil e afirma que sua boa avaliação está relacionada com o crescimento econômico observado no país.
“Em uma nação conhecida por sua distribuição de renda desigual, Lula conseguiu superar o desafio de agradar tanto os emergentes quanto os mais pobres. Enquanto os ricos ficam ainda mais ricos e a classe média se expande rapidamente, Lula direcionou os gastos sociais para ajudar os menos favorecidos”, diz o jornal.
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