Quinta, 20 de Novembro de 2008
19/08/2008 - 22h45
Fonte: G1
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Os EUA e o Brasil continuarão a liderar a produção mundial de etanol em 2015, de acordo com um estudo sobre o setor de autoria do economista Fábio Silveira, da RC Consultores, apresentado nesta terça-feira (19) no Conselho de Estudos Ambientais da Federação do Comércio dos Estado de São Paulo (Fecomercio).
De acordo com o trabalho, os EUA deverão ocupar a liderança, produzindo 56 bilhões de litros anuais do combustível, seguidos pelos 50 bilhões de litros do Brasil. A expansão americana seria sustentada essencialmente por incentivos fiscais, uma vez que seu custo de produção seria “pouco competitivo”.
Já a produção brasileira seria aumentada em decorrência de vantagens comparativas como condições climáticas favoráveis, domínio da tecnologia agrícola e disponibilidade de áreas para plantio.
Segundo Silveira, a constituição de um mercado internacional de etanol não depende apenas do aumento das vendas brasileiras – o país é o maior exportador mundial do produto. Será preciso também que outros países elevem sua produção, aumentando tanto o número de vendedores quanto de consumidores do combustível alternativo, para que se ampliem as possibilidades comerciais do etanol.
Mercado americano
O trabalho prevê que o crescimento da produção de etanol de milho nos EUA será menor que o registrado nos últimos anos, o que fará com que o país não possua excedentes para exportação. Assim, o autor projeta uma aceleração no desenvolvimento da tecnologia do etanol celulósico nos EUA.
Já o presidente do Conselho de Estudos Ambientais da Fecomercio, José Goldemberg, não acredita que os Estados Unidos tenham o etanol celulósico num curto espaço de tempo. “Todo mundo que trabalha nessa área sabe que entre a produção de laboratório e a escala necessária para o mercado há uma distância terrível. Não significa que não valha a pena investir no etanol celulósico, mas uma coisa é o experimento em uma bancada de laboratório com tudo limpinho sob controle, e outra é fazer isso em escala industrial”, diz Goldemberg.
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Para o presidente do Conselho de Relações Internacionais da Fecomercio, Mario Marconini, existe uma sinalização de que o Congresso americano poderia estender a atual alíquota ao etanol brasileiro – considerada como elevada pelos produtores - até 2012.
Segundo ele, uma mudança dessa posição poderia trazer reflexos positivos em todo o mundo. “Os Estados Unidos poderiam ser um grande aliado brasileiro, não somente no consumo de etanol brasileiro, mas também em uma possível “comodditização” desse combustível, introduzindo essa cultura no resto do mundo, completa Marconini.
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