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Política: Eleições 2008 Assine Nosso Feed

09/05/2008 - 10h29

Fonte: Agência Folha - B H

Esquerda e aliados de Patrus se unem para manter veto ao PSDB

Enquanto isso, o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), o articulador da aliança com o PSDB, se movimenta para tentar mudar o pensamento de integrantes do diretório nacional petista.

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O grupo que representa a esquerda do PT de Belo Horizonte e petistas ligados ao ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social), ambos descontentes com a tentativa de aliança eleitoral com o PSDB, se uniram para dar apoio à Executiva Nacional do PT, que proibiu aliança com os tucanos, e para buscar outra alternativa.

Enquanto isso, o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), o articulador da aliança com o PSDB, se movimenta para tentar mudar o pensamento de integrantes do diretório nacional petista.

Pimentel e seu grupo usam como argumento declarações do presidente Lula e da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) de não se oporem à aliança com o governador tucano Aécio Neves para angariar apoios na instância máxima do PT.

A esquerda petista e os aliados de Patrus fizeram hoje a primeira reunião. Na próxima semana, em Brasília, falarão com o vice-presidente José Alencar (PRB-MG) e o presidente nacional do PT, deputado federal Ricardo Berzoini.

Principal representante da esquerda do PT-BH, o ex-deputado estadual Rogério Correia disse que o objetivo é mostrar que "não há um pensamento único no diretório municipal" e que a Executiva Nacional, mantendo o veto, tem apoio na capital mineira para achar outra solução.

Uma das opções seria apoiar a pré-candidatura da deputada federal Jô Moraes (PC do B), caso não surja no PT um nome capaz de unir a sigla e atrair apoios. Alencar já apóia a candidata comunista. Mas essa opção não foi ainda debatida.

Os descontentes falam em voltar a debater uma alternativa com o grupo de Pimentel. Mas os aliados do prefeito, nos bastidores, dizem que a Executiva Nacional vai ceder à aliança com Aécio em meio a um "clima de distensionamento".

Se a Executiva Nacional não arredar pé --Berzoini mantém o seu discurso--, o desfecho disso ocorrerá em 30 de maio, na reunião da direção nacional.

PAULO PEIXOTO

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