Quinta, 20 de Novembro de 2008
20/08/2008 - 00h13
Fonte: G1
Altere o tamanho da letra: A- A+

Após se entregar à polícia, o deputado cassado e ex-chefe da Polícia Civil, Álvaro Lins (PMDB), deixou a sede da Polinter, na Zona Portuária do Rio, por volta das 22h15 desta terça-feira (19) sem algemas. Segundo a polícia, ele foi levado para o Instituto Médico Legal (IML), no Centro da cidade, onde fez exames de corpo de delito.
De acordo com o advogado de defesa, Ubiratan Guedes, Lins deverá ser encaminhado para o presídio de segurança máxima Bangu 8, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde também cumprem pena o ex-banqueiro Salvatore Cacciola e o também ex-chefe da Polícia Civil, Ricardo Hallak.
Por volta das 21h40 desta terça-feira (19), Álvaro Lins chegou à sede da Polinter acompanhado por seu advogado. O ex-parlamentar teve a prisão preventiva decretada na última semana e estava foragido.
Álvaro Lins teve o seu mandato cassado no dia 12 de agosto por quebra de decoro parlamentar. Ele responde na Justiça Federal pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, facilitação de contrabando e formação de quadrilha armada. Álvaro Lins também é acusado de envolvimento com a máfia dos caça-níqueis.
Defesa quer anular cassação de mandato
Mais cedo, a defesa do ex-deputado entrou com um recurso no Tribunal de Justiça do Rio para anular a votação que retirou o seu mandato. Segundo o TJ, foi dada entrada de um mandado de segurança contra o presidente da Assembléia Legislativa do estado do Rio de Janeiro, deputado Jorge Picciani.
De acordo com os advogados, um dos deputados votou de forma irregular, já que teria mudado de partido. O processo foi distribuído ao desembargador Paulo Leite Ventura, do Órgão Especial do TJ, que deve dar uma resposta até a quarta-feira (20).
Segundo a assessoria de Jorge Picciani, todos os deputados cassados entram com recurso na Justiça, já que é um direito deles. Mas o histórico é de que a maioria perde.
Os advogados de Lins dizem que ainda podem pedir asilo político para o deputado cassado, que nega todas as acusações.
Seja o primeiro a comentar esta notícia, clique aqui!
Os direitos autorais desta página são protegidos pela Lei 9.610 de 19/02/1998 - © Copyright 2008 VoteBrasil