Sábado, 11 de Outubro de 2008
04/07/2008 - 20h42
Fonte: G1
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O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou nesta sexta-feira (4) a volta ao trabalho de pelo menos 50% dos funcionários dos Correios para manter serviços inadiáveis e de interesse público. Em caso de descumprimento da ordem, foi fixada multa de R$ 30 mil. A paralisação da categoria completa quatro dias nesta sexta, e 36 milhões de correspondências já deixaram de ser entregues em todo o país.
“Embora deva ser reconhecida a utilização da greve como legítimo instrumento de pressão sobre o empregador, faz-se necessário resguardar o interesse público, com a manutenção, ainda que parcial, dos serviços realizados pela empresa”, disse o presidente do TST, ministro Rider Nogueira de Brito.
O ministro ressaltou que o direito de greve é assegurado pela Constituição Federal, mas não “absoluto”. “O mesmo dispositivo constitucional esclarece que a liberdade para o exercício do direito de greve não é absoluta”.
Ele lembrou ainda que a Lei 7.783/89 (Lei de Greve) prevê que empregados e empregadores devem garantir a prestação de serviços indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis enquanto perdurar a paralisação. “Não chegando as partes ao consenso, cabe ao Poder Público intervir para assegurar a prestação dos serviços”, disse o presidente do TST, em seu despacho.
Conciliação
O presidente do TST, ministro Rider Nogueira de Brito, concedeu, em parte, uma liminar (decisão provisória) à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). O pedido era para a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) manter um contingente mínimo de 70% de trabalhadores.
O ministro fixou o percentual em 50%. A ECT diz que a greve é abusiva. A empresa alega que não há motivo que legitime o movimento grevista, pois as justificativas apresentadas pela Fentect para a mobilização da categoria “não se coadunam com a realidade”.
O TST marcou para segunda-feira uma audiência de conciliação entre as partes.
Paralisação
Os funcionários dos Correios completam nesta sexta quatro dias de greve. Segundo a empresa, os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Amapá não participam da paralisação. Já de acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresa de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), apenas Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins não aderiram à greve.
Os trabalhadores pedem o cumprimento de um acordo firmado em novembro do ano passado, que prevê o pagamento de adicional de periculosidade, além da revisão do plano de carreira e do pagamento da participação dos lucros e resultados.
Os serviços considerados de "hora marcada" estão suspensos pelos Correios. São eles: Sedex 10, Sedex Hoje e Disque Coleta. A empresa afirma que está pagando adicional para carteiros e para quem trabalha em agências.
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