Quinta, 20 de Novembro de 2008
30/09/2008 - 23h11
Fonte: Folha Online
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Os bancários cruzaram os braços nesta terça-feira em São Paulo e ao menos outros 17 Estados brasileiros. O balanço final só deve sair no inicio da noite. Segundo a Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), os trabalhadores podem parar por tempo indeterminado a partir do dia 8, se não houver negociação com os bancos.
No país, são 434 mil bancários em campanha salarial, sendo que 120 mil trabalham em São Paulo, Osasco e região.
Segundo o sindicato de São Paulo, a greve teve adesão em 220 pontos, entre agências e prédios administrativos, abrangendo cerca de 10 mil bancários.
A Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), braço sindical da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), não se posicionou ou confirmou o número de funcionários parados.
O comando nacional dos bancários, que representa a categoria nas negociações salariais, rejeitou o reajuste de 7,5% oferecido pelos bancos para os salários, pisos salariais e demais verbas trabalhistas -como vale-refeição, alimentação e auxílio-creche.
O percentual é considerado insuficiente pela categoria porque serviria apenas para repor a inflação acumulada de 7,15% (medida pelo INPC do IBGE) no período de setembro de 2007 a agosto deste ano e não contemplaria aumento real.
Os funcionários dos bancos pedem 5% de aumento real, vale-alimentação e auxílio-creche de R$ 415; e vale-refeição de R$ 17,50 por dia.
Os serviços de auto-atendimento das agências bancárias funcionam normalmente.
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